Bernanke, Buffet e Obama dizem que esta tudo bem, que o pior já passou. A mídia de massa de "A a Z" também confirma o que os "peixes grandes" tem a dizer. Os índices dos mercados bursáteis ao redor do mundo literalmente "compram a mesma opinião". Secretamente, pensam que você é louco, um lunático, por manter opinião contrária diante de todas as (pseudo) evidências de que o pior já passou.
Enfim, manter-se fiel à um posicionamento (sem alavancagem é óbvio) as vezes pode ser desgastante. No entanto, ao observarmos o gráfico do SPX (proxy para o SP500 dos EUA), nada fica mais claro do que um imenso Megafone em formação. Formações deste tipo são a marca registrada da volatilidade crescente sendo armazenada.
A realidade nua e crua sobre o imenso "buraco negro" gerado pela destruição de crédito no sistema financeiro global está acumulando debaixo do tapete. Toda uma demanda futura que deveria ocorrer ao longo de décadas foi efetivada no presente via mecanismos de crédito. A atividade econômica e os preços gerais dos ativos refletem esta demanda futura condensada no presente. E como já diziam os Ingleses no século XIX, crédito é "money of the mind". Seu vigor e expansão depende de algo muito humano que é a credibilidade e cooperação entre as partes.
O elo de cooperação entre as nações no estilo "Ricardiano" gera prosperidade por solidificar exatamente este elo importante, o da credibilidade. É um processo de longa formação que incorpora mais de uma geração. No entanto, tudo na vida tem um limite, inclusive a própria vida! A natureza repetitiva dos ciclos não deixa outras opções em aberto.
Protecionismos e guerras comerciais entre outros confrontos nem tão comerciais assim fazem parte do determinismo dos ciclos. São o sintoma de que a maré começa a vazar na direção contrária à expansão da credibilidade.
Neste contexto, é bastante lógico acreditarmos que em algum momento o futuro volta ao seu devido lugar. O ajuste temporal da demanda vai ocorrer.
Que a insanidade nos proteja!
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