quarta-feira, 6 de março de 2013

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Velocidade do Dinheiro em USD vs Euro vs Ouro.

Autor: (Luís Cardiga)




Conforme acima, mantemos o plano inicial de navegação(concetração em ouro e correlatos), acompanhando o movimento da contração da Velocidade do Dinheiro rumo ao seu pico mínimo proposto de cerca de 1.10 para 2011, talvez 2012.

Uma forte desvalorização do EURO, conforme proposto em nossos posts, é o único caminho disponível para realinhar as diferentes realidades econômicas dentro da UE. O principal beneficiário deste movimento de conversão serão o Ouro e o USD respectivamente. Este movimento de fuga de capital da UE acelera a contração do dinheiro (USD) em direção aos nossos targets.

Uma inesperada valorização do USD conforme proposto a varios meses dificultará ainda mais a já deteriorada relação entre o valor das dívidas em USD e o PIB em USD nos EUA. Em suma, muita despesa financeira para pouca geração de caixa para cobrir as mesmas.

Já que o resultado esperado com as atuais monetizações das dívidas em USD não será atingido em função da crise na Europa, mais do mesmo remédio será proposto pelo FED dos EUA. A nova dose de remédio ampliará ainda mais a base monetária de USD da economia para um mesmo PIB. Esta nova equação, após mais uma ou duas intervenções, trará o colapso da Velocidade do Dinheiro em USD em direção aos nossos targets.

Após esta breve mini-série de eventos, a disparada da Velocidade do Dinheiro em USD deve ocorrer.
Espero que todos saibam o que isto significa para as commodities e para economia brasileira e posicionem-se de acordo.

domingo, 6 de junho de 2010

Euro Trip

Autor: Luís Cardiga (05.06.10)

Em posts anteriores já mencionamos a importância do monitoramento da Velocidade do Dinheiro na moeda senior (USD) para a correta leitura dos cenários econômicos de médio prazo (1-5 anos) e correto re-posicionamento de recursos ao longo do próximo "bottoming" intermediário no ciclo de alta das commodities que iniciou em 2001. Enquanto a velocidade estiver contraindo, estamos basicamente avalizando alocações que tenham o elemento "cash" (e/ou produtores dos mesmos) como "imã" na atração da riqueza global. Este movimento de contração alia duas características da percepção dos gestores diante de períodos semelhantes ao longo da história: o medo e a percepção de abundância das coisas em geral (tudo que seja passível de uma imobilização de recursos).

No entanto, em algum momento futuro não muito distante, as taxas de desemprego na economia senior (EUA) devem se estabilizar e tal percepção sobre o atual estado das coisas deve alterar-se para uma conjuntura que mantém o medo (típico de todas as longas contrações de crédito) mas aliada agora a uma percepção de escassez das coisas básicas (commodities). O relevante não é identificar o que é causa ou consequência como no paradoxo da reflexividade de Soros, mas sim sobreviver e prosperar ao longo deste processo cíclico.

Neste caso, prosperar implica na correta leitura, ou melhor dizendo, na correta mensuração da baixa momentânea das commodities em geral buscando o timing ideal para o reposicionamento dos ativos rumo a 2015/2016 (pico provável para commodities e boom na economia brasileira). A leitura de preços com base no USD é falha e distorcida em função da própria flexibilidade do USD diante de tudo e todos.

Neste sentido a mensuração do petróleo através do Euro agrega precisão a nossa análise que leva em consideração também a contração da velocidade do dinheiro em USD e as taxas de aceleração do desemprego nos EUA.


Abaixo vemos dois gráficos retratando o preço do petróleo em Euros.

O primeiro gráfico com as devidas retas de resistência que marcaram o período de retração "REAL" das commodities desconsiderando os movimentos do USD isoladamente em 2000 e 2008. Fica claro neste gráfico a característica fractal de ambos os movimentos onde tanto a dimensão tempo quanto a dimensão preço se ampliam em semelhante proporção. O rompimento da reta de resistência com início em Julho de 2008 marcará o final deste período de retração real das commodities dentro do macro ciclo de alta.

O segundo gráfico parece marcar o momento exato em que houve a reversão da tendência altista iniciada em março de 2009 até agora. O Rompimento da reta suporte em cerca de 55 Euros por Barril parece avalizar nossa opinião.


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sábado, 20 de março de 2010

Aguardando o Tapinha.

Autor: Luís Cardiga (19.03.10)

Imagens que valem por mil palavras transmitem com precisão sentimento e proporção.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Petrobras em Perspectiva 2.

Autor: Luís Cardiga (25/01/10).

PBR (ticket em NY para Petrobrás em USD) mantém sua trajetória de acordo com a cartilha das últimas semanas. MACD e RSI permitem a continuidade do movimento de baixa com uma velocidade média de -7 USD/mês ao redor da reta mestre semanal.

A atual velocidade média de queda é inferior a do movimento de 2008 visto que o total de valor de mercado a ser subtraído desta Cia também é menor. Portanto, temos uma queda relativamente suave a partir dos níveis atuais, apontando para um mínimo próximo a Maio/Junho de 2010.

Os primeiros 2/3 do atual movimento terão o apoio de volumes crescentes de negociação para logo em seguida reverterem para menores volumes indicando que a fase final do movimento descendente está próxima.

Volumes de negociação crescentes a partir de Junho/Julho de 2010, bem como indícios de que a contração da Velocidade do Dinheiro em USD está próxima ao seu ápice também confirmarão a possibilidade do final do movimento.

Em paralelo, mantemos também nosso foco no "Long Bond" em USD como o elemento desestabilizador dos spreads de risco globais e estrutura geral do custo de captação e rolagem de dívidas em USD. A elevação destes custos via novas ofertas para financiamento das dívidas governamentais de Tio Sam (queda no valor de face do Bond) implica em maiores yields de dívida e consequentemente maiores yields na base da pirâmide de risco (ações).

Vendidos e comprados nos diversos instrumentos correlatos devem ter em mente esta trajetória.

E por último, parece razoável que um crescente fluxo de informações negativas a respeito desta Cia e do mercado como um todo trará o devido respaldo "fundamentalista" justificando em tempo hábil a queda no preço das ações.

Abaixo gráfico semanal de PBR.


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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Petrobras em Perspectiva.

Autor: Luís Cardiga (23/12/09)

Embora existam melhores veículos (leia-se mais rápidos; alavancados) para expressar uma opinião sobre o atual estado do boom de commodities iniciado em 2001, a Petrobrás, em função do seu volume de negociação e popularidade, serve como um bom parâmetro para analisarmos os próximos capítulos da novela da contração do crédito mundial em USD contraposta ao ciclo de alta das commodities que deve durar até 2015.

Primeiramente temos uma quebra do suporte técnico de PBR (ADR Petrobras) cotado em USD. Por meses (muito além do que imaginávamos) este suporte manteve-se intacto embasado por progressivos menores volumes de negociação o que até certo ponto invalida o movimento geral de preços do ativo até o presente momento.
Por outro lado, quando analisamos o preço do petróleo isoladamente identificamos uma certa "ambivalência", ou no mínimo indícios não conclusivos sobre o movimento da commodity no curto prazo como pode ser visto abaixo. A impressão que fica é que a fraqueza do ouro negro está mais relacionada ao fortalecimento no curto prazo da sua moeda de cotação (USD) do que do seus fundamentos internos propriamente ditos.


A análise da razão Petrobrás/Petróleo pode, no entanto, fortalecer o argumento de que a precificação desta Cia petrolífera esta em seu límite quando comparamos o histórico dos preços do petróleo ao PBR desde o início de 2008 conforme abaixo.

O que fica claro nesta última análise é que em um momento prévio ao ápice do preço do petróleo em 2008 as ações da Petrobras já demonstravam uma fraqueza relativa à commodity. Portanto, se o que estamos vendo é verdadeiramente uma estabilização deste "ratio", o próximo passo na sequência é a queda (ou enfraquecimento) do preço relativo das ações da Petrobras cotadas em USD em relação ao preço do petróleo também em USD.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Real é Top? Hum...

Autor: Luís Cardiga (09/12/09)

Sim, tudo indica que estamos prestes a ver o impensável de acordo com a grande mídia, uma desvalorização acentuada do Real diante do USD.

Em uma análise isolada do USD, vemos abaixo o gráfico do índice USDX que mede a valorização relativa do USD contra uma cesta de moedas internacionais, notadamente o EURO. Notem MACD e RSI mensais dando plenas condições para esta valorização. Reta suporte indicando e reconfirmando a tendência geral em Abril, Julho de 2008 e agora em Novembro de 2009. O topo do canal formado no auge do último pânico reconfirma a tendência do suporte.

Do ponto de vista do Real isoladament analisado em relação ao USD, temos conforme abaixo uma resistência ao redor de 1.77 Reais / USD que pode ser rompida a qualquer momento, ativando o fechamento das posições vendidas e acelerando a desvalorização cambial. Certamente esta foto do Real não está tão clara quanto o USD já que alguns indices técnicos confirmantes não estão presentes. No entanto, um rompimento da resistência em 1.77 aliada a atual situação do USDX parece garantir o prosseguimento da desvalorização em direção aos nossos targets anteriores.



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