Embora existam melhores veículos (leia-se mais rápidos; alavancados) para expressar uma opinião sobre o atual estado do boom de commodities iniciado em 2001, a Petrobrás, em função do seu volume de negociação e popularidade, serve como um bom parâmetro para analisarmos os próximos capítulos da novela da contração do crédito mundial em USD contraposta ao ciclo de alta das commodities que deve durar até 2015.
Primeiramente temos uma quebra do suporte técnico de PBR (ADR Petrobras) cotado em USD. Por meses (muito além do que imaginávamos) este suporte manteve-se intacto embasado por progressivos menores volumes de negociação o que até certo ponto invalida o movimento geral de preços do ativo até o presente momento.
Por outro lado, quando analisamos o preço do petróleo isoladamente identificamos uma certa "ambivalência", ou no mínimo indícios não conclusivos sobre o movimento da commodity no curto prazo como pode ser visto abaixo. A impressão que fica é que a fraqueza do ouro negro está mais relacionada ao fortalecimento no curto prazo da sua moeda de cotação (USD) do que do seus fundamentos internos propriamente ditos.
O que fica claro nesta última análise é que em um momento prévio ao ápice do preço do petróleo em 2008 as ações da Petrobras já demonstravam uma fraqueza relativa à commodity. Portanto, se o que estamos vendo é verdadeiramente uma estabilização deste "ratio", o próximo passo na sequência é a queda (ou enfraquecimento) do preço relativo das ações da Petrobras cotadas em USD em relação ao preço do petróleo também em USD.
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