quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Petrobras em Perspectiva.

Autor: Luís Cardiga (23/12/09)

Embora existam melhores veículos (leia-se mais rápidos; alavancados) para expressar uma opinião sobre o atual estado do boom de commodities iniciado em 2001, a Petrobrás, em função do seu volume de negociação e popularidade, serve como um bom parâmetro para analisarmos os próximos capítulos da novela da contração do crédito mundial em USD contraposta ao ciclo de alta das commodities que deve durar até 2015.

Primeiramente temos uma quebra do suporte técnico de PBR (ADR Petrobras) cotado em USD. Por meses (muito além do que imaginávamos) este suporte manteve-se intacto embasado por progressivos menores volumes de negociação o que até certo ponto invalida o movimento geral de preços do ativo até o presente momento.
Por outro lado, quando analisamos o preço do petróleo isoladamente identificamos uma certa "ambivalência", ou no mínimo indícios não conclusivos sobre o movimento da commodity no curto prazo como pode ser visto abaixo. A impressão que fica é que a fraqueza do ouro negro está mais relacionada ao fortalecimento no curto prazo da sua moeda de cotação (USD) do que do seus fundamentos internos propriamente ditos.


A análise da razão Petrobrás/Petróleo pode, no entanto, fortalecer o argumento de que a precificação desta Cia petrolífera esta em seu límite quando comparamos o histórico dos preços do petróleo ao PBR desde o início de 2008 conforme abaixo.

O que fica claro nesta última análise é que em um momento prévio ao ápice do preço do petróleo em 2008 as ações da Petrobras já demonstravam uma fraqueza relativa à commodity. Portanto, se o que estamos vendo é verdadeiramente uma estabilização deste "ratio", o próximo passo na sequência é a queda (ou enfraquecimento) do preço relativo das ações da Petrobras cotadas em USD em relação ao preço do petróleo também em USD.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Real é Top? Hum...

Autor: Luís Cardiga (09/12/09)

Sim, tudo indica que estamos prestes a ver o impensável de acordo com a grande mídia, uma desvalorização acentuada do Real diante do USD.

Em uma análise isolada do USD, vemos abaixo o gráfico do índice USDX que mede a valorização relativa do USD contra uma cesta de moedas internacionais, notadamente o EURO. Notem MACD e RSI mensais dando plenas condições para esta valorização. Reta suporte indicando e reconfirmando a tendência geral em Abril, Julho de 2008 e agora em Novembro de 2009. O topo do canal formado no auge do último pânico reconfirma a tendência do suporte.

Do ponto de vista do Real isoladament analisado em relação ao USD, temos conforme abaixo uma resistência ao redor de 1.77 Reais / USD que pode ser rompida a qualquer momento, ativando o fechamento das posições vendidas e acelerando a desvalorização cambial. Certamente esta foto do Real não está tão clara quanto o USD já que alguns indices técnicos confirmantes não estão presentes. No entanto, um rompimento da resistência em 1.77 aliada a atual situação do USDX parece garantir o prosseguimento da desvalorização em direção aos nossos targets anteriores.



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