Autor: Luis Cardiga (26/11/08)
Esta é uma abordagem de curto prazo, talvez um alerta sobre as falsas esperanças que uma reação positiva nos índices de ações pode suscitar nos investidores mais afoitos. As próximas semanas e/ou poucos meses podem surpreender muitos investidores ao manter a maioria dos índices de ações e commodities positivos durante a maior parte do tempo. No entanto, é importante chamar a atenção para algumas comparações com “crashes” do passado recente.
Primeiramente, nenhum movimento de mercado, por mais bem fundamentado que seja, segue em linha reta, sem que qualquer reação contrária ocorra no meio do caminho. Tomamos como elemento fundamental desta análise a proporção entre % de queda e o tempo decorrido. Abaixo, anexei um gráfico comparando o % de queda / ano dos últimos “crashes” no principal índice que é o Dow Jones Industrials nos EUA:
Esta é uma abordagem de curto prazo, talvez um alerta sobre as falsas esperanças que uma reação positiva nos índices de ações pode suscitar nos investidores mais afoitos. As próximas semanas e/ou poucos meses podem surpreender muitos investidores ao manter a maioria dos índices de ações e commodities positivos durante a maior parte do tempo. No entanto, é importante chamar a atenção para algumas comparações com “crashes” do passado recente.
Primeiramente, nenhum movimento de mercado, por mais bem fundamentado que seja, segue em linha reta, sem que qualquer reação contrária ocorra no meio do caminho. Tomamos como elemento fundamental desta análise a proporção entre % de queda e o tempo decorrido. Abaixo, anexei um gráfico comparando o % de queda / ano dos últimos “crashes” no principal índice que é o Dow Jones Industrials nos EUA:
Infelizmente, não encontrei dados sobre nossa Bovespa para uma comparação fidedigna, mas o empirismo nos ajuda a concluir que, sobre qualquer ponto de vista, estamos bastante “acelerados” neste movimento de queda. A ilustração a seguir descreve o crash de 1930. Notem a “monstruosa” reação de quase 50% que ocorreu ainda no final de 1929.
De volta aos dias atuais, o gráfico abaixo descreve uma situação clássica de “Double-bottom” que vai enganar muita gente.
Temos a impressão de que muitos investidores serão “ludibriados” pela falsa esperança de que estamos no fundo do poço e tomarão posição mais ou menos nestes níveis. Acho que a felicidade destes crentes pode durar pouco. Certamente o próximo corte de juro por parte do FED e a perspectiva de mudanças por parte o novo governo de Obama manterão a chama da esperança acessa por algum tempo, mas a realidade da contração de crédito global não vai falhar em mostrar a verdadeira dimensão das quedas que ainda vem pela frente ao longo de 2009. Em poucas palavras, não acredito que estamos no fundo do poço aos níveis atuais.
Só para finalizar, convém lembrar que esta reação será acompanhada de uma recuperação dos preços do petróleo e do complexo commodities o que certamente vai influenciar a paridade do Real diante do USD no curto prazo também (talvez 1 USD / 2.10 Reais). No entanto, mantemos nossas metas de Selic, USD/Real e Bovespa inalterados para até o final de 2009 ou até que ocorra a maxi-desvalorização do Dólar.
Só para finalizar, convém lembrar que esta reação será acompanhada de uma recuperação dos preços do petróleo e do complexo commodities o que certamente vai influenciar a paridade do Real diante do USD no curto prazo também (talvez 1 USD / 2.10 Reais). No entanto, mantemos nossas metas de Selic, USD/Real e Bovespa inalterados para até o final de 2009 ou até que ocorra a maxi-desvalorização do Dólar.
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