Autor: Luis Cardiga (14/11/08)
Estimados leitores, na medida em que as semanas e meses progredirem, poderemos avaliar melhor os efeitos nefastos da contração de crédito e baixa dos preços das commodities na economia brasileira. Creio que esta seja uma tendência confirmada no que chamamos de “lado A” da crise (ver post da semana passada). Certamente não será uma trajetória linear, mas sim uma montanha russa com direito a falsas expectativas de melhoras no curtíssimo prazo, loopings e tudo mais. No entanto, enquanto o câncer econômico continuar sendo combatido apenas com band-aid e água benta, mantemos nossas metas como segue:
BOVESPA: 21 mil pontos
REAL / USD: 3,00
SELIC: 20%
Uma vez que já estamos posicionados na tendência ladeira a baixo (deflação em USD), devemos agora focar nossa atenção nos elementos que poderão radicalmente alterar a direção do movimento num futuro não muito distante. Conforme o comentado em artigo da semana passada, o “X da questão”, no meu entendimento, está no realinhamento da relação dívida / PIB via depreciação do USD (aniquilamento real das dívidas em USD). Estou anexando abaixo um gráfico que encontrei na web e que ajudará no melhor entendimento do tamanho do “pepino” que os EUA terão pela frente, bem como no potencial fantástico que este realinhamento forçado pode gerar para as economias exportadoras de commodities como o Brasil.
Estimados leitores, na medida em que as semanas e meses progredirem, poderemos avaliar melhor os efeitos nefastos da contração de crédito e baixa dos preços das commodities na economia brasileira. Creio que esta seja uma tendência confirmada no que chamamos de “lado A” da crise (ver post da semana passada). Certamente não será uma trajetória linear, mas sim uma montanha russa com direito a falsas expectativas de melhoras no curtíssimo prazo, loopings e tudo mais. No entanto, enquanto o câncer econômico continuar sendo combatido apenas com band-aid e água benta, mantemos nossas metas como segue:
BOVESPA: 21 mil pontos
REAL / USD: 3,00
SELIC: 20%
Uma vez que já estamos posicionados na tendência ladeira a baixo (deflação em USD), devemos agora focar nossa atenção nos elementos que poderão radicalmente alterar a direção do movimento num futuro não muito distante. Conforme o comentado em artigo da semana passada, o “X da questão”, no meu entendimento, está no realinhamento da relação dívida / PIB via depreciação do USD (aniquilamento real das dívidas em USD). Estou anexando abaixo um gráfico que encontrei na web e que ajudará no melhor entendimento do tamanho do “pepino” que os EUA terão pela frente, bem como no potencial fantástico que este realinhamento forçado pode gerar para as economias exportadoras de commodities como o Brasil.

Observem que o nível de dívida sobre o PIB nos EUA estava ao redor de 150% na véspera da Crise de 1930 e que a contração do PIB durante os 2-3 anos seguintes conduziu esta relação para cerca de 260%. Em miúdos, o PIB encolheu, mas a dívida não. Como parte do processo, a solvência dos devedores piora bastante gerando uma “espiral” de quebradeira altamente deflacionária para o sistema. Ou seja, uma situação semelhante à que estamos começando a viver neste momento, mas com um diferencial: o nível de endividamento já se encontra a mais de 300% pra começo de conversa. Neste exemplo da década de 30, o realinhamento das contas só começa após a maxi-desvalorização do USD da época em 40%. Antecipando a maxi-desvalorização, ações em bolsa e commodities explodiram em múltiplos dos valores mais baixos cotados em junho de 1932. Este boom de preços durou cerca de 5 anos até 1937 e beneficiou commodities diversas.
Obviamente, crises de contração de crédito como as de 1873, 1930 e 2008 não são idênticas por diversos motivos, mas servem como parâmetro para a comparação/dimensionamento de seus efeitos sobre preços diversos pré e pós resolução da crise.
Obviamente, crises de contração de crédito como as de 1873, 1930 e 2008 não são idênticas por diversos motivos, mas servem como parâmetro para a comparação/dimensionamento de seus efeitos sobre preços diversos pré e pós resolução da crise.
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